Out 082013
 

Bacampolo Có, foi um rei pepel do séc. XVII, falecido em 1696.

A sua morte, abriu uma crise sucessória que durou anos, pois havia dois pretendentes ao trono: Toro Có e Incinha Té. Bacampolo Có foi o primeiro rei pepel a receber baptismo cristão e portanto a converter-se (pelo menos em termos formais). O baptismo foi realizado em 4 de Fevereiro de 1696, ano da sua morte, pelo Vigário Frei Manuel de Castedo, coadjuvado pelo Frei Manuel de Castelo Branco, servindo de padrinho Barnabé Lopes. Bacampolo Có tomou o nome cristão de D. Pedro em homenagem ao rei D. Pedro II que então reinava em Portugal.Bacampolo Có, foi um rei pepel do séc. XVII, falecido em 1696.

A sua morte, abriu uma crise sucessória que durou anos, pois havia dois pretendentes ao trono: Toro Có e Incinha Té. Bacampolo Có foi o primeiro rei pepel a receber baptismo cristão e portanto a converter-se (pelo menos em termos formais). O baptismo foi realizado em 4 de Fevereiro de 1696, ano da sua morte, pelo Vigário Frei Manuel de Castedo, coadjuvado pelo Frei Manuel de Castelo Branco, servindo de padrinho Barnabé Lopes. Bacampolo Có tomou o nome cristão de D. Pedro em homenagem ao rei D. Pedro II que então reinava em Portugal.

Bacampolo Có teve boas relações com os portugueses, e correspondia-se com o rei de Portugal, através dos missionários capuchinhos residentes na praça de Bissau. Em 1694 Bacampolo Có, enviou o seu filho primogénito, Batonto, para Portugal onde foi baptizado, na Capela Real no dia 30 de Outubro de 1694, pelo Arcebispo de Rhodes, e Núncio Apostólico de Sua Santidade, D. Jorge Cornaro,  sendo padrinho o rei D. Pedro II. Recebeu o nome de D. Manuel de Portugal.

D. Manuel de Portugal regressou a Bissau em 10 de Junho de 1695, acompanhado de vários religiosos missionários. Em Setembro desse ano, o príncipe D. Manuel de Portugal visitou Geba na companhia dos missionários. Nessa altura Geba era a povoação com maior número de cristãos (mais de 1300).

D. Manuel faleceu pouco tempo depois, vítima de uma epidemia que então grassava na região (provavelmente bexigas), tinha 26 anos de idade.

No entanto prosseguiam as disputas ao trono de rei de Bissau (Intim). O rei de Intim era considerado então como o Régulo Grande, ao qual os outros régulos pepeis, prestavam vassalagem. Depois do trono ter sido ocupado, temporariamente quer por Toro Có quer por Incinha Té, foi este último o vencedor da disputa. Incinha Té teve o mais longo reinado de todos os reis de Bissau (mais de 40 anos). Este rei procurou limitar a presença dos portugueses, e declarou por várias vezes guerra à praça de Bissau, tendo por aliado os balantas.

Incinha Té, correspondia-se com o governador de Cabo Verde e com o rei de Portugal. As suas missivas ilustram bem o tipo de relacionamento que então existia entre o rei local e os reis de Portugal, do qual existem cartas.

Tenha-se em atenção, que o nome de Bacampolo Có, aparece nos textos do século XVII, grafado de formas diferentes, a saber: Bamcampoloco, Bacão Pelo Có, Becampolo Có e Bocampolco. Trata-se sempre da mesma personagem.

O grande estudioso, e profundo conhecedor da história da Guiné, que foi o comandante Avelino Teixeira da Mota, fez uma recolha dos principais textos sobre esse período da história, e que tem muito a ver com a acção missionária, e que ele publicou em 1974, com o título: “As Viagens do Bispo D. Frei Vitoriano Portuense à Guiné e a Cristianização dos reis de Bissau“, através da Junta de Investigações Científicas do Ultramar – Centro de Estudos de Cartografia Antiga. Este livro está esgotado.

Eduardo J. R. Fernandes

Bacampolo Có teve boas relações com os portugueses, e correspondia-se com o rei de Portugal, através dos missionários capuchinhos residentes na praça de Bissau. Em 1694 Bacampolo Có, enviou o seu filho primogénito, Batonto, para Portugal onde foi baptizado, na Capela Real no dia 30 de Outubro de 1694, pelo Arcebispo de Rhodes, e Núncio Apostólico de Sua Santidade, D. Jorge Cornaro,  sendo padrinho o rei D. Pedro II. Recebeu o nome de D. Manuel de Portugal.

D. Manuel de Portugal regressou a Bissau em 10 de Junho de 1695, acompanhado de vários religiosos missionários. Em Setembro desse ano, o príncipe D. Manuel de Portugal visitou Geba na companhia dos missionários. Nessa altura Geba era a povoação com maior número de cristãos (mais de 1300).

D. Manuel faleceu pouco tempo depois, vítima de uma epidemia que então grassava na região (provavelmente bexigas), tinha 26 anos de idade.

No entanto prosseguiam as disputas ao trono de rei de Bissau (Intim). O rei de Intim era considerado então como o Régulo Grande, ao qual os outros régulos pepeis, prestavam vassalagem. Depois do trono ter sido ocupado, temporariamente quer por Toro Có quer por Incinha Té, foi este último o vencedor da disputa. Incinha Té teve o mais longo reinado de todos os reis de Bissau (mais de 40 anos). Este rei procurou limitar a presença dos portugueses, e declarou por várias vezes guerra à praça de Bissau, tendo por aliado os balantas.

Incinha Té, correspondia-se com o governador de Cabo Verde e com o rei de Portugal. As suas missivas ilustram bem o tipo de relacionamento que então existia entre o rei local e os reis de Portugal, do qual existem cartas.

Tenha-se em atenção, que o nome de Bacampolo Có, aparece nos textos do século XVII, grafado de formas diferentes, a saber: Bamcampoloco, Bacão Pelo Có, Becampolo Có e Bocampolco. Trata-se sempre da mesma personagem.

O grande estudioso, e profundo conhecedor da história da Guiné, que foi o comandante Avelino Teixeira da Mota, fez uma recolha dos principais textos sobre esse período da história, e que tem muito a ver com a acção missionária, e que ele publicou em 1974, com o título: “As Viagens do Bispo D. Frei Vitoriano Portuense à Guiné e a Cristianização dos reis de Bissau“, através da Junta de Investigações Científicas do Ultramar – Centro de Estudos de Cartografia Antiga. Este livro está esgotado.

Eduardo J. R. Fernandes

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